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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Tropa de Elite, por Muniz Sodré

Em tempos de intenso debate sobre o filme Tropa de Elite, uns veículos apoiando o BOPE, outros mal dizendo a PM e uns se limitando a narrar a tragédia brasileira, vale a pena ler esse artigo escrito por Muniz Sodré para o site do Observatório da Imprensa.


TROPA DE ELITE
Sobre a intimidade com monstros
Muniz Sodré

É de Friedrich Nietzsche a advertência: quem combate monstros deve tomar cuidado para não se tornar, ele próprio, um monstro. É uma reflexão oportuna no instante em que a imprensa diária e semanal vem dedicando um considerável espaço continuado à discussão sobre o filme Tropa de Elite. Nunca um produto da cinematografia nacional suscitou tanto debate, e não apenas entre a crítica especializada, mas sobretudo junto à sociedade global, inclusive por parte daqueles que nem sequer ainda assistiram ao filme.

A pergunta estampada na capa da revista CartaCapital desta semana (7/14 de outubro) resume a questão: por que a maior parte do público vê como herói o "capitão Nascimento"? Este, só para rememorar, é o personagem vivido na tela pelo ator Wagner Moura. Trata-se da representação de um oficial do BOPE, unidade de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que encarna, ideológica e praticamente, a divisa daquele grupo: rejeitar a corrupção policial e "deixar corpos no chão" após suas incursões em favelas.

A discussão, do mesmo modo que uma análise freudiana, será provavelmente interminável junto à sociedade global, mas certamente terá um fim inconcluso por parte da mídia, uma vez que, como bem se sabe, as notícias ou os assuntos obedecem a um ciclo temporal com picos e quedas, na medida do desgaste da atenção que suscitam.

Formas de cidadania

Agora, entretanto, ainda no aceso da questão, é possível flagrar, num ensaio de análise de recepção, dois grupos de opiniões junto ao público. O primeiro corresponde à geração "cinquentona", que vivenciou a ditadura militar e, convicta quanto à crença no universalismo dos direitos humanos, permanece atenta aos riscos de quebra dos padrões da democracia clássica. O segundo grupo corresponde aos jovens, pós-ditadura, educados pela nova democracia social, cujos valores têm basicamente a ver com o consumo.

Registram-se aí, na verdade, dois sentidos diversos de cidadania, que é um conceito-chave para a experiência democrática. Foi T.H. Marshall quem o generalizou, a partir do caso inglês, no início do século 20. Para ele, a cidadania tem como elementos constitutivos os direitos de primeira geração (civis e políticos), frutos dos séculos 18 e 19, e de segunda geração (sociais), conquistados no século 20. Os civis, preconizados pelo liberalismo clássico, correspondem aos direitos individuais de igualdade, propriedade, liberdade, expressão etc.; os políticos, direitos individuais exercidos coletivamente, referem-se à liberdade de associação e reunião, ao sufrágio universal, à organização política e sindical etc. Por sua vez, os direitos sociais dizem respeito à garantia de acesso ao bem-estar coletivo, traduzido em recursos como trabalho, educação, saúde, etc.

Estas várias formas de cidadania estão politicamente conectadas, e podem ser resumidas, a exemplo do cientista político Carlos Nelson Coutinho, como "a capacidade conquistada por alguns indivíduos, ou (no caso de uma democracia efetiva) por todos os indivíduos, de se apropriarem dos bens socialmente criados, de atualizarem todas as potencialidades de realização humana abertas pela vida social em cada contexto historicamente determinado".

Magnitude destrutiva

Ora, para os membros do segundo grupo a que aludimos acima (os mais jovens), cidadania de hoje se comprova no exercício pleno dos direitos sociais, dentre os quais se acha particularmente ameaçada a segurança individual, ou seja, a liberdade de ir e vir. Os mais pobres, nas favelas, estão submetidos à mais absurda das ditaduras, exercida por traficantes ou então por milicianos, que consiste na prática em imposição de toque de recolher e de formas particulares de conduta. Os mais abastados têm a sensação de que a cidade, repartida em zonas de perigo, lhes foi expropriada pelos bandos ilegalistas.

E não se trata de meras "sensações". O pensador alemão Jurgen Habermas sustenta que "para tutelar a integridade dos sujeitos jurídicos, o sistema deve também equiparar e tutelar com rigor - sob o controle dos cidadãos - os contextos de vida que garantem a sua identidade". Em outras palavras, quando o Estado perde o domínio prático dos territórios sobre os quais exerce formalmente a sua soberania, esboroam-se as ficções jurídicas que sustentam a sua autoridade, tornam-se letra morta os dispositivos da democracia liberal.

Isso acontece normalmente em situações de guerra. Enfatizamos o "normalmente", porque, embora não haja situação bélica formalmente declarada nas megalópoles brasileiras (Rio de Janeiro e São Paulo são megalópoles, não mais velhas metrópoles), a situação real é de guerra, evidenciada na magnitude destrutiva das armas usadas, nas torturas, na impiedade de parte a parte. São estas as aparências encenadas pelo filme Tropa de Elite.

Suja e triste

"Fascismo" não é um termo esclarecedor do comportamento dos personagens, apesar de sabermos o quanto o perigo do totalitarismo ronda as exceções da lei. O que há mesmo é a realidade de uma guerra cotidiana não formalmente declarada e não suficientemente ponderada pelas elites pensantes. O alemão Hans Magnus Enzensberger sugeriu o conceito de "guerra civil molecular" para esse tipo de conflagração, e talvez seja o caso de prestar mais atenção à idéia.


Nesse tipo de guerra, são socialmente responsáveis os administradores de cidades que respondem com um "ilegal, e daí?" à desagregação territorial urbana; os que acham "inocente" ou "descomprometido" com a violência o consumo de drogas; os que assistem indiferentes à depredação dos equipamentos públicos; os dirigentes que subestimam ou subestimaram o problema da segurança individual. Partilham, queiram ou não, da monstruosidade do "capitão Nascimento".


Em meio à falta de valores públicos, não é de se estranhar que o público jovem de Tropa de Elite possa acabar aplaudindo o "capitão Nascimento" - uma encarnação da antidemocracia, certo, mas alguém ainda capaz de proclamar uma diferença entre o certo e errado, semiotizado como herói de guerra.


Um novo tipo de guerra - miúda, mas suja e triste - do cotidiano nacional.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Rio e São Paulo respondem por cerca da metade dos casos de homicídios no Brasil

A estatística consta no Relatório Global sobre Assentamentos Humanos, do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-Habitat), que este ano aborda o tema da segurança nas cidades do mundo.

O relatório do Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, divulgado na segunda-feira, 1, que reúne dados e casos de sucesso no combate ao crime e a violência, aponta que entre os anos de 1980 e 2000, o índice mundial de homicídios aumentou em quase 50%, passando de seis mortes para cada grupo de 100 mil habitantes para 8,8 mortes.

O relatório foi desenvolvido para marcar o Dia Mundial do Habitat, que este ano aborda o tema "Cidade Segura, Cidade Justa". Enquanto as taxas de crime pessoal variam significativamente entre regiões e países, foi estimado que 60% do total de moradores de locais urbanos dos países em desenvolvimento foram vítimas de crimes. Na América Latina e na África, essas taxas chegam a até 70%.

Segundo o relatório do ONU-Habitat, na América Latina, onde 80% da população é urbana, as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Cidade do México e Caracas registram mais da metade dos crimes violentos em seus respectivos países.
Só as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo juntas respondem por cerca da metade dos casos de homicídios no Brasil. A maioria destes crimes é cometida por armas de fogo. São mais de 100 brasileiros mortos por armas de fogo todos os dias, sendo que no Rio de Janeiro a taxa de mortes por armas é maior que o dobro da média nacional.

Vencendo o medo

Ainda segundo o relatório, roubo é o crime mais comum contra a pessoa. Isso resulta em dano e perda da propriedade das vítimas, além de aumentar o medo geral do crime. Cerca de setenta em cada cem brasileiros se sentem inseguros quando voltam para casa.

Contrariando os dados, o professor Fernando da Silva, 32 anos, morador de Olaria, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, já foi assaltado duas vezes. Uma quando descia da condução, próximo ao Centro do Rio e outra dentro do ônibus quando voltava do trabalho. Nos dois assaltos ele perdeu cerca de R$ 300 mais o celular. Mas isso não fez com que ele se sentisse mais inseguro.

"Na hora fiquei muito chateado. Mas como não havia nenhum policial próximo não registrei queixa. Mas não mudei meus hábitos. Continuo tendo cuidados que sempre tive como evitar lugares desertos e escuros e prestar atenção ao meu redor", diz.
Ainda segundo a ONU, os números do medo do crime, que é diferente do número real de crimes, estão associados à violência da polícia, à sensação de insegurança e aos registros oficiais de violência e mortes, assuntos freqüentes nos jornais e noticiários.

Mais informações sobre o relatório estão disponíveis no site da ONU Brasil no link
Matéria escrita por Fabiana Oliveira e publicada inicialmente no site do Observatório das Metrópoles

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

"O Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo"

Na próxima segunda-feira (01/10), a revista IMPRENSA, que está comemorando 20 anos, promove, com o patrocínio da Petrobras, o seminário "O Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo". O evento acontece na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nas dependências do Hotel Glória, à Rua do Russel, 632, com entrada gratuita.

O encontro abordará as mudanças tecnológicas, de mercado e da economia, além da maneira como elas influenciam no agir social e no jornalismo. O objetivo é reunir profissionais, estudantes, professores e pesquisadores de comunicação para um diálogo aberto sobre o atual estado, o futuro e as perspectivas do jornalismo brasileiro e mundial, numa conexão entre as mais diversas editorias (cultura, responsabilidade social, meio ambiente, economia, internacional e esporte), e as relações de troca que as redações estabelecem com a sociedade na construção das pautas cotidianas.

Entre os palestrantes e mediadores estão alguns dos mais renomados e bem sucedidos jornalistas, produtores de conteúdo e executivos de mídia do Brasil. "Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo" está dividido em uma conferência de abertura com os profissionais Caio Túlio Costa (IG), Ricardo Kotscho (Revista Brasileiros) , Sidney Rezende (Globo) e Ricardo Noblat (blog do Noblat), e dois painéis temáticos: "As grandes pautas e a agenda cotidiana" e "A agenda cotidiana em grandes pautas", com a participação de George Vidor (Globo News), Mário Andrada (Reuters), Mário Magalhães (Folha de S.Paulo), dentre outros.
Programação:
10h00 - Conferência de Abertura
Palestrante: Caio Túlio Costa (iG). Debatedores: Ricardo Kotscho (Revista Brasileiros) e Ricardo Noblat (Blog do Noblat). Moderador: Sidney Rezende (Globo). O tema proposto pela organização do seminário é a relação entre comunicação, jornalismo, empresas e tecnologia.
11h00 - Painel I: As grandes pautas e a agenda cotidiana. Participantes: George Vidor (Pauta Energia, Globonews), Washington Novaes (Pauta Meio Ambiente, TV Cultura) e Mario Andrada (Pauta Internacional, Reuters). Moderador: Paulo Totti (Valor Econômico).
14h30 - Painel II: A agenda cotidiana em grandes pautas. Participantes: Amelia Gonzales (Pauta Responsabilidade Social, O Globo), Zuenir Ventura (Pauta Cultura, O Globo) e nome a confirmar. Moderador: Mário Magalhães (Folha de S.Paulo). Presentes em maior ou menor grau no noticiário, as pautas de responsabilidade social, cultura e esportes precisam, sistematicamente, beber na sociedade dos fatos que alimentem sua cobertura.
17h00 - Conferência de Encerramento

Para se inscrever: é necessário enviar os seguintes dados: nome completo, RG, cargo, endereço, telefone e e-mail para contato.para William Lara / E-mail: billara@williamlara.com.br

sábado, 22 de setembro de 2007

Debate violência e segurança no Rio

Nesta terça-feira, 25, começa na Casa de Rui Barbosa, uma série de palestras sobre a evolução da questão da segurança pública no Rio. Os palestrantes farão um passeio do século XIX aos séculos atuais. O primeiro convidado é Marcos Bretas, da UFRJ, que falará, às 18h, sobre o Rio imperial e o advento da república. Outros convidados já confirmados são Dulce Pandolfi e Elizabeth Sussekind. o endereço é Rua São Clemente, 134, Botafogo.

domingo, 16 de setembro de 2007

A História da Não Violência

"Personalidades históricas como Martin Luther King e Ghandi praticaram a não violência como forma de transformação social. Conheça um pouco mais sobre esses e outros personagens que defenderam o humano como valor central". Este é o resumo do vídeo (dividido em 5 partes) que nos leva, entre outras reflexões, a de que será possível alcançamos um estágio de não violência e paz? Vale a pena conferir!



Parte 1 de 5


Parte 2 de 5


Para ver as outras três partes no canal Violência Urbana do You Tube clique nos links:


Parte 3 de 5

Parte 4 de 5

Parte 5 de 5

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A sociedade do espetáculo em debate

Conceitos a respeito da sociedade do espetáculo e seus vínculos com a teoria crítica da comunicação serão discutidos nos dias 5 e 6 de outubro durante o II Seminário Comunicação e Sociedade do Espetáculo, na Faculdade Cásper Líbero. O evento, promovido pelo Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Comunicação da mesma faculdade, é gratuito e voltado para professores, estudantes e profissionais de comunicação.

Outros temas a serem analisados são os desdobramentos da sociedade do espetáculo na prática jornalística, nas esferas da política e da comunicação pública, na cultura de consumo e do narcisismo, e nas relações entre o sagrado e o profano.

As discussões do Grupo de Estudos da Comunicação na Sociedade do Espetáculo, coordenado pelo prof. dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho, têm como objetivo investigar as características dos processos comunicacionais no contexto dessa sociedade – de acordo com Guy Debord, na atual fase da sociedade capitalista há um imenso acúmulo de imagens, que dá origem à sociedade do espetáculo, pois as relações sociais e econômicas são estabelecidas com a mediação das imagens. O grupo de estudos publicou em 2006 o livro Comunicação e sociedade do espetáculo, pela Editora Paulus.

O seminário acontece no dia 5 de outubro, das 18h30 às 22h30, e no dia 6, das 9h às 16h15, na Faculdade Cásper Líbero, à Av. Paulista, 900, 5º andar, Sala Aloísio Byondi (São Paulo - SP). Inscrições gratuitas pelo site da faculdade. Vagas limitadas. Serão emitidos certificados para participantes de, no mínimo, três mesas.

PROGRAMAÇÃO
5 de outubro (sexta-feira)
18h30 – Credenciamento
19h – Abertura do evento – prof. dr. Laan Mendes de Barros, coordenador da Pós-Graduação
19h10 – Mesa-Redonda A atualidade da Teoria Crítica – Moderador: prof. dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho
• Marcuse e a crítica do pensamento único – Fábio Cardoso Marques
• Fredric Jameson e a permanência da Teoria Crítica no pós-moderno – Gilberto da Silva/
• Althusser e a atualidade da questão da hegemonia – Rodrigo de Carvalho
20h10 – Debate
21h – Intervalo
21h10 – Mesa-Redonda A cultura de consumo e do narcisismo – Moderador: prof. dr. Dimas Kunsch
• Consumo e narcisismo na feira da Praça Benedito Calixto – Solange Whitaker Verri
• As revistas semanais de informação e a questão da subjetividade na cultura do narcisismo – Antonio Luiz Gonçalves Jr.
21h50 – Debate
22h30 – Encerramento
6 de outubro (sábado)

9h – Credenciamento

9h30 – Mesa-Redonda Perspectivas do jornalismo contemporâneo – Moderadora: profª drª. Dulcília Buitoni
• Mediação e crise do paradigma do jornalismo – Carlos Sandano
• Notas sobre o jornalismo contemporâneo: a pauta ferida de morte? – Gabriel Kwak
• Jornalismo e ensino de jornalismo na atualidade: buscando alguns caminhos – Nancy Nuyen Ali Ramadan
10h30 – Debate11h10 – Intervalo
11h20 – Mesa-Redonda Política e comunicação pública na sociedade do espetáculo – Moderador: prof. dr. Sérgio Amadeu
• A supremacia do mercado na política e os movimentos sociais emergentes na América Latina – Katia Saisi
• Cidadania virtual: o espetáculo do governo eletrônico – Gilda Maria Azevedo Alves dos Anjos e Vanderlei de Castro Ezequiel
• Governança pública e a mercantilização da cultura – Ethel Shiraishi Pereira
12h30 – Debate
13h15 – Intervalo para almoço
14h30 – Mesa-Redonda O sagrado e o profano na sociedade do espetáculo – Moderador: prof. dr. José Eugênio de Menezes
• Cidade de Aparecida: entre o templo da fé e o novo templo de consumo – Patrícia Ma Garib
• O sagrado e o profano: do ritual religioso ao espetáculo midiático – Jaime Carlos Patias
• O ser sagrado e o estar sagrado na sociedade contemporânea – Marlene Fortuna
15h30 – Debate
16h15 – Encerramento

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Mídia e a realidade das favelas cariocas

Desde o final de agosto o jornal “O Globo” tem veiculado uma série de reportagens sobre o cotidiano dos moradores de favelas do Rio de Janeiro, que além de praticamente abandonados pelo Estado, estão sujeitos à ação de traficantes, maus policiais e milicianos.

Com o nome de “Os brasileiros que ainda vivem na ditadura” as reportagens fazem um paralelo entre a situação desses moradores e a tortura sofrida por pessoas que se opuseram ao regime ditatorial brasileiro. Para falar sobre a temática, realizamos uma entrevista com o professor do IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e do IFCS/UFRJ, Luiz Antonio Machado da Silva.

Violências urbanas, o mito do estado de guerra, facções criminosas e, porque não esperança que aja um avanço democrático foram alguns do temas tratados. Para o sociólogo, os efeitos da série sobre o processo político pode ter duas vertentes: tanto podem reafirmar o mito do estado de guerra, como podem chamar atenção para violência sofrida pelos moradores.

“Lembrar a ditadura, da forma como as matérias o fizeram, tem ambigüidades, pois, de um lado, isso pode ratificar a idéia de “guerra” ao tráfico como forma de acabar com a “ditadura” que ele impõe; mas, de outro, como elas também falam da violência policial, sob este aspecto podem implicar um alerta contra a violência generalizada que sofrem os moradores de favela. Além disso, acho positivo que sejam postas em pé de igualdade a violência policial e a violência criminal, como me parece que foi o espírito geral das reportagens”.

Confira a entrevista na íntegra que escrevi (Fabiana Oliveira) para o site www.observatoriodasmetropoles.ufrj.br. O link é http://www.observatoriodasmetropoles.ufrj.br/materia-008.htm.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Criminalização da pobreza em debate no Rio



O II Fórum de Criminologia Crítica Aplicada, que acontece nesta segunda-feira, 10 de setembro, no campus Praia Vermelha da UFRJ, reúne diversos pesquisadores para discutir o tema “Criminalização da pobreza”. O evento acontece no Salão Muniz Aragão do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. O endereço é Av. Pauster, S/N°, Praia Vermelha. Entrada franca.