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sábado, 17 de janeiro de 2009

O direito democrático à informação e à cidadania

Artigo muito interssante que expõe algumas dificuldades da criaçao de uma mídia e imprensa televisiva mais democrática. Vale a pena ler na íntegra.

Fonte: Observatório da Imprensa.

TV PÚBLICA
Por Walquiria Domingues Leão Rego em 13/1/2009

Disse Alexis de Tocqueville (1805-1859) que somente os jornais podiam depositar ao mesmo tempo, em milhões de mentes, as mesmas idéias. Daí que sua responsabilização formativa poderia ser autora tanto das virtudes públicas fundamentais ao processo civilizatório democrático, como ser uma perigosa arma de destruição da controvérsia saudável e do amor à cultura por parte de uma nação. Soren Kierkegaard (1813-1855) temia esta última possibilidade e dizia: os jornalistas não conhecem limites porque podem descer sempre mais baixo na escolha dos seus leitores.
No decênio de 1990, David Broder, importante colunista político americano, em uma série de artigos publicados no Washington Post, ao retomar o espírito que presidiu algumas reflexões do século 19 sobre a imprensa, afirmava que os jornalistas deveriam utilizá-la primordialmente para modificar e melhorar o debate público sobre a cidadania. Ainda apostava na força da palavra e dos argumentos como os melhores meios de exercitar as faculdades críticas dos cidadãos.
O mandamento primeiro do jornalista consistia em contribuir para a elevação moral dos homens, ajudando-os na formação de um juízo público esclarecido e responsável. Para tanto, pressupunha-se o pluralismo informativo e a capacidade de resistir às pressões dos interesses privados, voltados tão somente para o lucro e para a conquista de audiência e, por isso, incompatíveis com o direito democrático à informação devido à cidadania.


Fórmulas batidas e viciadas

No atual momento da comunicação no país estamos diante de algo muito mais complexo e perturbador: a força da imagem advinda da televisão, a qual está presente nas residências de todos, como um verdadeiro totem. A tecnologia das comunicações nos coloca diante de algo que até a segunda metade do século 20 sequer se suspeitava. A invasão totalizante da imagem para o interior dos espaços mais recônditos da subjetividade das pessoas. Nada lhe escapa; sobretudo torna as crianças e adolescentes as maiores vítimas indefesas. A televisão tem força plástica e modeladora: os comportamentos daqueles que comparecem na "telinha" são percebidos como normativos.
A barbárie valorativa presente nos programas televisivos, pautados substancialmente por critérios privados de mercado e pela tirania dos índices de audiência, tem relegado sua função de serviço público formativo a uma negligência perigosa. A festejada liberdade dos interesses de mercado tem se sobrepujado a qualquer outra consideração de ordem ético-educativa da sociedade. O imperativo maior deste tipo de negócio é "caçar audiência", custe o que custar.
Isto tem produzido como conseqüência o avassalador nivelamento por baixo dos seus conteúdos programáticos. Sabe-se muito bem que a qualidade da oferta condiciona o gosto e a exigência cultural dos telespectadores e ouvintes. Há experiências feitas na área cultural em várias partes do mundo que comprovam isto.
Diante deste quadro, qual seria o papel de uma televisão pública? A resposta parece cristalina. Ser aquela que tem por obrigação precípua restabelecer padrões programáticos compatíveis com uma nação que se quer mais integrada, mais culta, mais coesa moralmente e mais democrática. A
TV pública tem de ser modelar em ousadia de programação cultural, tem de priorizar a qualidade intelectual de seus programadores para que possam fazer ofertas culturais e artísticas que os coloquem de forma diferenciada no mercado televisivo. Que deixem para trás o lugar-comum da programação habitual, fincada na acomodação preguiçosa das fórmulas batidas e viciadas que infantilizam o espectador, reduzem-lhe as possibilidades de aquisição do juízo crítico e, portanto, não auxiliam na longa e difícil tarefa de construção de cidadãos esclarecidos.

"Fatos" deformados pela opinião

O debate contemporâneo sobre justiça distributiva, reconhecimento de direitos, cidadania, democracia e dignificação da vida aponta para o papel dos meios de comunicação, em especial a televisão, como meios de vital importância na difusão e orientação de valores democráticos permanentes e irrenunciáveis à construção de uma sociedade democrática. Contudo, estes pressupostos são negados cotidianamente nas televisões comerciais. De modo geral, os conteúdos nelas veiculados infelizmente percorrem sentido oposto à afirmação destes valores.
Quanto ao direito democrático da cidadania ao máximo possível de verdade na atividade informativa, o que vemos no Brasil de hoje é o desprezo impressionante pelos fatos e a celebração da opinião do jornalista que a apresenta com todos seus preconceitos e pré-noções como substitutivos dos fatos. Semelhante fenômeno alcançou dimensões assustadoras na sociedade contemporânea, o que suscitou o livro do jornalista italiano Marco Travaglio, cujo titulo emblemático é O desaparecimento dos fatos. Pede-se a abolição das noticias para não perturbar as opiniões.
Os âncoras dos grandes jornais televisivos opinam claramente utilizando-se de contrações faciais, exclamações aparentemente inocentes e espontâneas, técnicas de convencimento como se estivessem em espaço privado, conversando com amigos pessoais. O telespectador sequer imagina que estes profissionais da informação estão em uma concessão pública, prestando um serviço público.
A conseqüência disto, infelizmente, é que na consciência coletiva se enraízam e se fixam estes "fatos" deformados pela opinião e, assim, se usurpa sem mais o direito democrático à informação factual realizada com a objetividade necessária à verdade informativa, aliás, função originária da atividade jornalística.

Construção e resgate da memória

A televisão pública pode ser inestimável instrumento de política da memória pública, resgatando fatos da história sobre os quais pesa grande silêncio, tanto quanto fatos do presente, que não são noticiados na expectativa de criar a realidade conforme os interesses e desejos dos poderosos, portanto de parte da sociedade.
A seleção dos fatos da memória como modo de decidir o que os telespectadores devem esquecer, ou não saber, e àqueles que devem ser incessantemente lembrados, constitui uma das operações de poder persuasivo mais arbitrário, fartamente utilizado pelos regimes antidemocráticos.
Construir uma televisão pública no sentido maior que o termo indica pressupõe grande responsabilidade cívica, sendo que uma das mais importantes é o profundo compromisso com a verdade dos fatos, pois este dever preliminar fertiliza a construção e o resgate da memória pública. É fator importante de estímulo do debate público democrático. Somente assim será possível que uma nação discuta abertamente seu presente para incluir todos no debate sobre seu destino comum.


Convívio cívico e bens coletivos

Fato irrenunciável à tarefa de uma televisão pública é sua contribuição à luta pela dignidade da vida, na medida em que constitui valor supremo da democracia como modo de vida coletivo. Desta feita, sua diferenciação fundamental, em meio aos critérios comerciais que presidem as televisões privadas, nas quais a indignidade da vida se torna mercadoria muito vendável, é enfrentar o desafio de se fazer portadora da política democrática de dignificação do telespectador, ofertando-lhe noticiosos e programas culturais do melhor nível possível. Assim fazendo, se torna veículo de elevação da educação nacional, contribuindo fundamentalmente para a dissolução de estereótipos e preconceitos que pesam duramente sobre os pobres, as mulheres, as minorias étnicas e culturais, os negros, os homossexuais. Assim sendo, podemos imaginar a televisão pública como força auxiliar à imperiosa necessidade da revolução educacional no Brasil, cumprindo o papel de meio de revolucionar as referências culturais dominantes.
A universalização da escola, a melhoria dos conteúdos escolares em todos os níveis, a expansão da universidade pública e do ensino profissionalizante serão insuficientes como meios imprescindíveis de elevação do nível geral de educação. Exige, para se efetivar como processo educativo mais profundo e duradouro, o acompanhamento de uma mudança radical dos paradigmas valorativos da televisão brasileira. Para tanto, a televisão pública, voltada para a tarefa de inaugurar novos modelos de veiculação cultural à televisão, pode desempenhar papel decisivo na melhora da qualidade dos padrões gerais de civilização e cultura.
O significado maior deste processo se inscreve na exigência normativa de democratização incessante da democracia como forma política de convívio cívico e construção incessante de padrões mais altos de cultura, de ética, e de política como bens coletivos.

Jornalista cria agência global de freelancers

Fonte: Observatório da Imprensa.

NOVOS TEMPOS
Por Leticia Nunes (tradução e edição) em 13/1/2009

A crise que atinge a indústria jornalística, com demissões e fechamento de sucursais, serviu de estímulo para que o veterano jornalista Charles Sennott deixasse o jornal Boston Globe para abrir sua própria organização de mídia. O
GlobalPost é um sítio gratuito, financiado por anúncios, que tem como plano fornecer ao público americano cobertura complementar à produzida pela Associated Press, Reuters e outras organizações de mídia que possuem estrutura para cobrir eventos em todo o mundo.
Lançada esta semana (12/1), a agência de Sennott conta com 65 jornalistas, incluindo veteranos de grandes organizações dos EUA, como CNN, Washington Post, Time e AP. O sítio também irá vender matérias a jornais – para serem publicadas no papel ou divulgadas online. "Nós não podemos cobrir cada acidente de avião ou estar em todas as coletivas de imprensa", explica o jornalista. "O que podemos fazer é ter uma rede de jornalistas talentosos que vivem no lugar de onde escrevem e que entregam trabalhos comparáveis a um colunista de um caderno de cidades de um jornal – histórias que ligam os pontos, que fornecem a compreensão de um lugar em um espaço relativamente curto".
Economia
No lançamento, o GlobalPost se estende por quase 50 países, entre eles o Brasil e a Indonésia. Também haverá representantes em mercados-chave como Índia e China. Os jornalistas deverão receber, em geral, US$ 1 mil por mês como freelancers em meio período, o que significa que eles poderão continuar a trabalhar para outros lugares – Sennott os encoraja a fazê-lo. Estes profissionais receberão câmeras de vídeo digitais e terão algumas despesas com viagens cobertas pelo sítio, mas, na maioria das vezes, trabalharão de casa, eliminando os custos com a manutenção de uma sucursal. Eles ganharão ainda uma participação no capital da Global News Enterprises, que tem capital fechado. Esta participação pode atingir metade das ações que não pertencem aos 14 fundadores da empresa, que investiram US$ 8,2 milhões.
Os jornalistas devem produzir matérias semanais sobre temas políticos, econômicos, sociais e culturais e contribuir com notas. Eles também fornecerão fotos e vídeos quando for o caso. Em grandes eventos – como os ataques em Mumbai ou o conflito em Gaza, por exemplo –, os repórteres serão incentivados a buscar pontos de vista únicos.
Novos modelos
Como a receita do GlobalPost depende, em sua grande maioria, de publicidade – e receita publicitária não é algo fácil hoje em dia –, Philip Balboni, co-fundador do sítio, diz que a companhia espera operar sem lucros por três anos enquanto desenvolve outras duas fontes de renda: a venda de matérias para jornais e as assinaturas anuais por conteúdo premium.
John Daniszewski, editor da AP para notícias internacionais, ressalta que o GlobalPost não terá o dinheiro ou a equipe que sua agência tem para "cobrir qualquer evento do planeta em um curto período de tempo", mas, ainda assim, dá as boas vindas ao projeto. "É bom ter mais vozes cobrindo e interpretando as notícias internacionais".
O GlobalPost segue uma onda de transformações em empresas jornalísticas nos últimos anos, como o sítio Politico, que oferece cobertura de Washington a outras organizações e o projeto de serviço de notícias da CNN. Jornais também passaram, em 2008, a anunciar parcerias informais. O Christian Science Monitor e a McClatchy, que publica o Miami Herald, entre outros títulos, estão em um período de três meses de experiência de compartilhamento de conteúdo. Para John Walcott, que supervisiona as sucursais internacionais da McClatchy, esforços como o GlobalPost são interessantes, mas vêm com riscos, pois é difícil avaliar a credibilidade de todos os colaboradores espalhados por diversos países. Informações da AP [9/1/09].

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Relatório analisa problemas relacionados aos direitos humanos no Brasil

Violência policial, condições do sistema carcerário, trabalho escravo, violência contra povos indígenas e camponeses sem-terra, impunidade e ameaças a defensores de direitos humanos foram os temas abordados no capítulo brasileiro do relatório anual, elaborado pela organização Human Rights Watch, divulgado no dia 14 de janeiro. Segundo a ONG, a tortura permanece como um sério problema de direitos humanos no país.

"As áreas metropolitanas do Brasil estão infestadas por violência em larga escala perpetrada por gangues criminosas e polícia abusiva. A violência afeta principalmente comunidades de baixa renda. Cerca de 50 mil homicídios ocorrem a cada ano no Brasil", afirma o relatório. A violência policial, incluindo as execuções extrajudiciais, é considerada pela ONG um problema crônico. O relatório cita o caso do Rio de Janeiro, onde a polícia é apontada como responsável por aproximadamente um em cada cinco assassinatos nos primeiros seis meses de 2008.

O relatório é enfático ao afirmar que a tortura permanece sendo um sério problema no Brasil. O documento cita dados da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as condições do sistema carcerário, na qual ficou concluído que o sistema nacional de detenção está contaminado por "tortura física e psicológica". Em diversos estados, a comissão registrou a presença de "cicatrizes de tortura" nos detentos. Os atrasos no sistema judiciário contribuem para o atraso, segundo a análise da ONG.

Trabalho escravo e questão agrária

Sobre o trabalho escravo, o relatório ressalta que, apesar dos esforços governamentais para erradicá-lo, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 8.653 pessoas em condições de escravidão em 2007. Dessas, 5.974 foram libertadas. A ONG elogia os avanços ocorridos no combate ao trabalho forçado, mas enfatiza a necessidade de responsabilizar os empregadores, que permanecem na impunidade.

A questão agrária também foi abordada pelo relatório, principalmente no que diz respeito aos conflitos rurais e à violência contra indígenas. Dados da CPT evidenciam que, em 2007, 28 pessoas foram assassinadas e 428 presas em conflitos rurais em todo o país. Em março de 2008, Welinton da Silva, líder do Movimento dos Sem-Terra foi atingido com um tiro na perna durante um protesto no Maranhão.

O relatório destaca ainda que assegurar a responsabilização pelas violações dos direitos humanos continua um grande desafio no país.

O documento cita o caso do assassinato da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005. O mandante do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, foi inocentado em maio de 2008. Menciona também o fato de que o Brasil nunca processou os responsáveis pelas atrocidades cometidas durante o período da ditadura militar.

Por fim, o documento cita a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos em maio de 2008, em que afirma que o Brasil não cumpriu completamente a sentença de 2006, sobre o caso Damião Ximenes Lopes. "Apesar das indenizações terem sido pagas à família Ximenes, ninguém foi culpado pela tortura e pelo assassinato, em 1998, de Damião, um paciente psiquiátrico no Ceará", ressalta.

Fonte: Adital

sábado, 10 de janeiro de 2009

JUSTIÇA ANULA REGIME SEMI-ABERTO DE ASSASSINO DE TIM LOPES

Fonte: Blog Jornalismo nas Américas

BRASIL
Justiça anula direito a regime semi-aberto de um dos assassinos de Tim Lopes

Após ter obtido um regime semi-aberto que lhe permitiria visitar sua família durante o dia, Cláudio Orlando de Nascimento, conhecido como "Ratinho", permanecerá na prisão por decisão da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, informou o jornal Correio do Brasil, com informações da organização Repórteres Sem Fronteiras.
O Correio do Brasil acrescenta que, segundo o desembargador Rafael Estrela, "Ratinho" já havia fugido da prisão anteriormente, ao cumprir penas por outros crimes, o que contraria a alegação da administração penitenciária, que no último mês de dezembro concedeu o benefício do regime semi-aberto pelo "bom comportamento" do criminoso.

Por Eva Menezes em 01/09/2009

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA BOLSAS EM UNIVERSIDADES DOS EUA

Fonte: blog Jornalismo nas Américas.
Blog de Notícias

Prazos para inscrições em bolsas de estudo em Oxford, Harvard, Berkeley e Toronto se aproximamAqui vai um lembrete das bolsas de estudo voltadas a jornalistas e seus prazos para inscrição:

* Jornalistas podem inscrever-se para bolsa de estudos de pesquisa em Oxford, da Fundação Thomson Reuters.
Prazo: 28 de janeiro de 2009. Veja detalhes aqui.

* As Bolsas de Estudo Nieman em Cobertura da Saúde Global, na Universidade de Harvard, serão destinadas a dois jornalistas -- uma a um cidadão americano e outra para um colega de fora dos Estados Unidos.
Prazo: 31 de janeiro de 2009. Maiores informações aqui.

* Bolsa de estudos permite que jornalistas estudem política em Harvard.
Prazo: 1º de fevereiro de 2009. Leia mais aqui.

* Jornalistas podem inscrever-se em programa de estudos em Berkeley.
Prazo: 1º de março de 2009. Maiores detalhes aqui.Além disso, a organização Jornalistas Canadenses pela Livre Expressão (CJFE, em inglês) criou uma nova bolsa de estudos na Universidade de Toronto, destinada a um jornalista latino-americano.
Um convite formal às inscrições aparecerá este mês no site da CJFE.

Por Dean Graber em 01/06/2009 - 11:31

ASSASSINO DE TIM LOPES GANHA LIBERDADE PARCIAL

Fonte: Blog JORNALISMO NAS AMERICAS.

Blog de Notícias

Mais um dos assassinos do jornalista Tim Lopes ganha liberdade parcial
Poucos dias depois do
anúncio de que um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes ganhou o direito de liberdade parcial por bom comportamento, outro dos assassinos do repórter recebeu o mesmo benefício, informa o site G1.
Desta vez, o beneficiado é Cláudio Orlando de Nascimento, o Ratinho, justamente o que mais torturou o jornalista e o que mais incentivou o assassinato, segundo as investigações policiais citadas pelo G1.
O fato de que, apenas seis anos depois do brutal assassinato do repórter da TV Globo, os assassinos estejam sendo libertados, ainda que parcialmente, gerou protestos no Brasil e no exterior.
As preocupações são ainda maiores porque em 2007, outro dos condenados pelo assassinato de Tim Lopes
aproveitou para fugir, depois de ganhar o benefício da liberdade parcial (ou regime de prisão semi-aberta, no qual o prisioneiro pode sair durante o dia e regressar ao presídio apenas para pernoitar).
Os dois prisioneiros beneficiados no final de 2008 ainda não foram liberados porque não apresentaram provas de que conseguiram emprego, mas os advogados da família de Tim Lopes estão tentando recursos para reverter a decisão judicial, segundo informes da imprensa brasileira.
A notícia da libertação parcial de mais dois assassinos de Tim Lopes foi também divulgada pela TV Globo e o vídeo pode ser visto
aqui.

Por Rosental Alves em 01/01/2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Reunião de apresentação do projeto da 1ª Conseg

Amig@s, recebi por e-mail e estou socializando informação muito importante com vocês aqui.
Bjs!

CONVITE

O Ministério da Justiça convocou, por meio da publicação no DOU, edição Nº 239 em 08 de dezembro de 2008, a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), cujo objetivo é definir diretrizes e princípios orientadores para a Política Nacional de Segurança Pública, com participação da sociedade civil, trabalhadores e poder público.

Em 12 de dezembro de 2008, publicou na edição Nº 242, seu regimento interno, por meio da portaria Nº 2.482, cujo texto dispõe sobre as etapas estaduais e municipais para a 1ª CONSEG a ser realizada pelos entes federativos brasileiros. Ambos os documentos estão disponíveis na página da Conferência.

Assim, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Estado de Segurança Pública convidam representantes da sociedade civil para uma reunião de apresentação do projeto da 1ª Conseg, como também para definição sobre a composição da Comissão Organizadora Estadual (COE).

Contamos com sua presença.

Data: 16 de janeiro
Local: OAB-Rio. Av Marechal Câmara 150, 4º andar, Plenário Evandro Lins e Silva.
Horário: 9h.

Cordialmente,
Verônica dos Anjos
Consultora do Ministério da Justiça
Mobilizadora Regional para 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública – Rio de Janeiro
Tel: (21) 9914-2478
veronica.conseg@gmail.com
www.conseg.gov.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

EVENTO ZONAS DE EXCLUSÃO


O evento ZONAS DE EXCLUSÃO: OUTROS SUBÚRBIOS, idealizado pela Confraria do Vento, será um encontro de escritores e pensadores que terá como foco a discussão e a proposta de novos olhares sobre a produção cultural e literária do subúrbio, por meio do questionamento de como ela é vista e como se vê perante preconceitos, estereotipagens e outras exclusões.
Este encontro será realizado no próprio subúrbio, na biblioteca municipal de Irajá − bairro onde foi fundada a Confraria do Vento − com intuito de deslocar a discussão de onde ela comumente se dá, em meio a diversos tipos de afastamento, e levá-la para o espaço que a originou.

PROGRAMAÇÃO A CIDADE INVISÍVEL:

O SUBÚRBIO FORA DOS DETERMINISMOS
13h30 - Paulo Lins Paulo Scott Marcelo Moutinho Berimba de Jesus
Mediador: Clóvis Bulcão
COQUETEL 15h30O
FIM DA FRONTEIRA:
PROPOSTAS PARA UM SUBÚRBIO ALÉM DO SUBÚRBIO
16h00 - Joel Rufino dos Santos João Carlos Rodrigues Julio Ludemir Paulo Roberto Tonani do Patrocínio
Mediador: Victor Paes
ENCERRAMENTO 18h00

10 de janeiro − sábado

Biblioteca Municipal de Irajá
Av. Monsenhor Félix, 512 − Irajá
Tel: 3351-4389
(em frente à saída da estação do metrô Irajá)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

SIP pede justiça para morte de 13 jornalistas na América Latina

Dando sequência á postagem anterior...

SIP pede justiça para morte de 13 jornalistas na América Latina

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) publicou anúncio em 350 jornais lembrando a morte de 13 jornalistas este ano na América Latina. A entidade pede que os assassinos sejam condenados com o máximo rigor.

No anúncio, a SIP lembra também que na região há muita impunidade e que a liberdade de expressão e o direito público à informação são limitados.Para a entidade, 2008 está sendo considerado um ano trágico. O México foi o país que registrou o maior número de crimes contra jornalistas na região.

Os jornalistas assassinados foram Armando Rodríguez, Alejandro Fonseca, Miguel Angel Villagómez, Mauricio Estrada, Bonifacio Cruz, Alfonso Cruz, David García, Felicitas Martínez e Teresa Bautista Merino, todos eles do México; Jorge Mérida, da Guatemala; Carlos Quispe, da Bolívia; Raúl Rodríguez, do Equador, e Pierre Fould, da Venezuela.As informações são da Agência EFE.

Mortos pela Liberdade de Expressão

Amig@s, boa noite!

Já estava com saudades de passar por aqui. desculpem-me o corre-corre de fim de ano acabou por sugar todo o meu tempo e força. Tenatrei neste ano (já incluí isto na minha listinha pessoal...rs) ser mais assídua aqui.

Bem, mudando o assunto, infelizmente este primeiro post não é nada agradável. Recebi pelo mailing do Comunique-se e faz menção a uma pesquisa feita pela Repórteres Sem Fronteiras:

Segue o texto na íntegra

RSF registra 60 assassinatos de jornalistas

De acordo com levantamento feito pela organização Repórteres Sem Fronteiras, 60 jornalistas foram assassinados este ano [2008]. O número é menor do que no ano passado, quando se registraram 86 assassinatos. A RSF lembra que os dados são baseados nos relatos que chegam à organização, excluindo os casos mantidos em segredo pelas vítimas, muitas vezes por motivos de segurança. Há o registro também de um colaborador de mídia assassinado.

A organização diz que não há razões para ser otimista. Os assassinatos se concentraram em regiões em que há conflitos armados, violência político-mafiosa e o terrorismo, como no Iraque (15 mortos), Paquistão (sete), Filipinas (seis) e México (quatro).

Prisão, agressão e ameaça

O levantamento contabiliza 673 jornalistas presos, contra 887 em 2007. Na questão de agressão e ameaça, foram 929, contra 1551 no ano anterior.

Casos de prisão ou detenção foram elevados na África, onde as delegacias são “ponto de passagem obrigatório” para os jornalistas que incomodam o poder e passam dos limites impostos. Só no Iraque foram 31 detenções. Na China, registraram-se 38. Na Birmânia, o endurecimento da junta militar sobre jornalistas e blogueiros críticos provocou 17 detenções.

Censura e seqüestros

A censura apresentou redução em relação a 2007. Este ano 353 meios de comunicação foram censurados contra 528 no ano passado. A China foi o país que mais registrou casos de censura, com 132. No Brasil, foram 14 casos.

Casos de seqüestros também diminuíram. Vinte e nove profissionais de imprensa forma seqüestrados este ano, contra 67 no ano anterior. No Afeganistão, sete jornalistas ou colaboradores foram seqüestrados), enquanto na Somália foram 5 casos, no México também cinco e no Iraque, quatro.

Internet é o meio que sofre mais repressão

Com o crescimento da internet, o meio tem sido cada vez mais alvo de ataques. Do total citado acima, um blogueiro foi assassinado, 59 detidos, 45 agredidos e 1.740 sites de informação chegaram ao fim ou foram suspensos.

A RSF chama a atenção para o fato de, pela primeira vez, um homem ter sido morto por realizar o trabalho de “jornalismo cidadão”. O empresário chinês Wei Wenhua foi espancado até a morte por após ter filmado distúrbios com manifestantes na cidade de Tianmen (província de Hubei). Foram registradas ações de censura sobre a Internet em 37 países, como a China (93 sites censurados), a Síria (162 sites censurados) e o Irã (38 sites censurados).

As críticas publicadas em blogs também motivaram a prisão de jornalistas e blogueiros. Dez ciberdissidentes foram presos na China, 31 agredidos ou ameaçados e ao menos três foram condenados pela justiça.

Até quando????