Fonte: Observatório da Imprensa.
NOVOS TEMPOS
Por Leticia Nunes (tradução e edição) em 13/1/2009
A crise que atinge a indústria jornalística, com demissões e fechamento de sucursais, serviu de estímulo para que o veterano jornalista Charles Sennott deixasse o jornal Boston Globe para abrir sua própria organização de mídia. O GlobalPost é um sítio gratuito, financiado por anúncios, que tem como plano fornecer ao público americano cobertura complementar à produzida pela Associated Press, Reuters e outras organizações de mídia que possuem estrutura para cobrir eventos em todo o mundo.
Lançada esta semana (12/1), a agência de Sennott conta com 65 jornalistas, incluindo veteranos de grandes organizações dos EUA, como CNN, Washington Post, Time e AP. O sítio também irá vender matérias a jornais – para serem publicadas no papel ou divulgadas online. "Nós não podemos cobrir cada acidente de avião ou estar em todas as coletivas de imprensa", explica o jornalista. "O que podemos fazer é ter uma rede de jornalistas talentosos que vivem no lugar de onde escrevem e que entregam trabalhos comparáveis a um colunista de um caderno de cidades de um jornal – histórias que ligam os pontos, que fornecem a compreensão de um lugar em um espaço relativamente curto".
Economia
No lançamento, o GlobalPost se estende por quase 50 países, entre eles o Brasil e a Indonésia. Também haverá representantes em mercados-chave como Índia e China. Os jornalistas deverão receber, em geral, US$ 1 mil por mês como freelancers em meio período, o que significa que eles poderão continuar a trabalhar para outros lugares – Sennott os encoraja a fazê-lo. Estes profissionais receberão câmeras de vídeo digitais e terão algumas despesas com viagens cobertas pelo sítio, mas, na maioria das vezes, trabalharão de casa, eliminando os custos com a manutenção de uma sucursal. Eles ganharão ainda uma participação no capital da Global News Enterprises, que tem capital fechado. Esta participação pode atingir metade das ações que não pertencem aos 14 fundadores da empresa, que investiram US$ 8,2 milhões.
Os jornalistas devem produzir matérias semanais sobre temas políticos, econômicos, sociais e culturais e contribuir com notas. Eles também fornecerão fotos e vídeos quando for o caso. Em grandes eventos – como os ataques em Mumbai ou o conflito em Gaza, por exemplo –, os repórteres serão incentivados a buscar pontos de vista únicos.
Novos modelos
Como a receita do GlobalPost depende, em sua grande maioria, de publicidade – e receita publicitária não é algo fácil hoje em dia –, Philip Balboni, co-fundador do sítio, diz que a companhia espera operar sem lucros por três anos enquanto desenvolve outras duas fontes de renda: a venda de matérias para jornais e as assinaturas anuais por conteúdo premium.
John Daniszewski, editor da AP para notícias internacionais, ressalta que o GlobalPost não terá o dinheiro ou a equipe que sua agência tem para "cobrir qualquer evento do planeta em um curto período de tempo", mas, ainda assim, dá as boas vindas ao projeto. "É bom ter mais vozes cobrindo e interpretando as notícias internacionais".
O GlobalPost segue uma onda de transformações em empresas jornalísticas nos últimos anos, como o sítio Politico, que oferece cobertura de Washington a outras organizações e o projeto de serviço de notícias da CNN. Jornais também passaram, em 2008, a anunciar parcerias informais. O Christian Science Monitor e a McClatchy, que publica o Miami Herald, entre outros títulos, estão em um período de três meses de experiência de compartilhamento de conteúdo. Para John Walcott, que supervisiona as sucursais internacionais da McClatchy, esforços como o GlobalPost são interessantes, mas vêm com riscos, pois é difícil avaliar a credibilidade de todos os colaboradores espalhados por diversos países. Informações da AP [9/1/09].
Geolocalizador
sábado, 17 de janeiro de 2009
Jornalista cria agência global de freelancers
Postado por Fernando Pinheiro às 13:52 0 comentários
Marcadores: Notícias
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Relatório analisa problemas relacionados aos direitos humanos no Brasil
Violência policial, condições do sistema carcerário, trabalho escravo, violência contra povos indígenas e camponeses sem-terra, impunidade e ameaças a defensores de direitos humanos foram os temas abordados no capítulo brasileiro do relatório anual, elaborado pela organização Human Rights Watch, divulgado no dia 14 de janeiro. Segundo a ONG, a tortura permanece como um sério problema de direitos humanos no país.
"As áreas metropolitanas do Brasil estão infestadas por violência em larga escala perpetrada por gangues criminosas e polícia abusiva. A violência afeta principalmente comunidades de baixa renda. Cerca de 50 mil homicídios ocorrem a cada ano no Brasil", afirma o relatório. A violência policial, incluindo as execuções extrajudiciais, é considerada pela ONG um problema crônico. O relatório cita o caso do Rio de Janeiro, onde a polícia é apontada como responsável por aproximadamente um em cada cinco assassinatos nos primeiros seis meses de 2008.
O relatório é enfático ao afirmar que a tortura permanece sendo um sério problema no Brasil. O documento cita dados da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as condições do sistema carcerário, na qual ficou concluído que o sistema nacional de detenção está contaminado por "tortura física e psicológica". Em diversos estados, a comissão registrou a presença de "cicatrizes de tortura" nos detentos. Os atrasos no sistema judiciário contribuem para o atraso, segundo a análise da ONG.
Trabalho escravo e questão agrária
Sobre o trabalho escravo, o relatório ressalta que, apesar dos esforços governamentais para erradicá-lo, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 8.653 pessoas em condições de escravidão em 2007. Dessas, 5.974 foram libertadas. A ONG elogia os avanços ocorridos no combate ao trabalho forçado, mas enfatiza a necessidade de responsabilizar os empregadores, que permanecem na impunidade.
A questão agrária também foi abordada pelo relatório, principalmente no que diz respeito aos conflitos rurais e à violência contra indígenas. Dados da CPT evidenciam que, em 2007, 28 pessoas foram assassinadas e 428 presas em conflitos rurais em todo o país. Em março de 2008, Welinton da Silva, líder do Movimento dos Sem-Terra foi atingido com um tiro na perna durante um protesto no Maranhão.
O relatório destaca ainda que assegurar a responsabilização pelas violações dos direitos humanos continua um grande desafio no país.
O documento cita o caso do assassinato da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005. O mandante do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, foi inocentado em maio de 2008. Menciona também o fato de que o Brasil nunca processou os responsáveis pelas atrocidades cometidas durante o período da ditadura militar.
Por fim, o documento cita a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos em maio de 2008, em que afirma que o Brasil não cumpriu completamente a sentença de 2006, sobre o caso Damião Ximenes Lopes. "Apesar das indenizações terem sido pagas à família Ximenes, ninguém foi culpado pela tortura e pelo assassinato, em 1998, de Damião, um paciente psiquiátrico no Ceará", ressalta.
Fonte: Adital
Postado por Fabiana André às 08:20 0 comentários
Marcadores: Direitos Humanos
sábado, 10 de janeiro de 2009
JUSTIÇA ANULA REGIME SEMI-ABERTO DE ASSASSINO DE TIM LOPES
Fonte: Blog Jornalismo nas Américas
BRASIL
Justiça anula direito a regime semi-aberto de um dos assassinos de Tim Lopes
Após ter obtido um regime semi-aberto que lhe permitiria visitar sua família durante o dia, Cláudio Orlando de Nascimento, conhecido como "Ratinho", permanecerá na prisão por decisão da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, informou o jornal Correio do Brasil, com informações da organização Repórteres Sem Fronteiras.
O Correio do Brasil acrescenta que, segundo o desembargador Rafael Estrela, "Ratinho" já havia fugido da prisão anteriormente, ao cumprir penas por outros crimes, o que contraria a alegação da administração penitenciária, que no último mês de dezembro concedeu o benefício do regime semi-aberto pelo "bom comportamento" do criminoso.
Por Eva Menezes em 01/09/2009
Postado por Fernando Pinheiro às 22:51 0 comentários
Marcadores: Mídia e Violência
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA BOLSAS EM UNIVERSIDADES DOS EUA
Fonte: blog Jornalismo nas Américas.
Blog de Notícias
Prazos para inscrições em bolsas de estudo em Oxford, Harvard, Berkeley e Toronto se aproximamAqui vai um lembrete das bolsas de estudo voltadas a jornalistas e seus prazos para inscrição:
* Jornalistas podem inscrever-se para bolsa de estudos de pesquisa em Oxford, da Fundação Thomson Reuters.
Prazo: 28 de janeiro de 2009. Veja detalhes aqui.
* As Bolsas de Estudo Nieman em Cobertura da Saúde Global, na Universidade de Harvard, serão destinadas a dois jornalistas -- uma a um cidadão americano e outra para um colega de fora dos Estados Unidos.
Prazo: 31 de janeiro de 2009. Maiores informações aqui.
* Bolsa de estudos permite que jornalistas estudem política em Harvard.
Prazo: 1º de fevereiro de 2009. Leia mais aqui.
* Jornalistas podem inscrever-se em programa de estudos em Berkeley.
Prazo: 1º de março de 2009. Maiores detalhes aqui.Além disso, a organização Jornalistas Canadenses pela Livre Expressão (CJFE, em inglês) criou uma nova bolsa de estudos na Universidade de Toronto, destinada a um jornalista latino-americano.
Um convite formal às inscrições aparecerá este mês no site da CJFE.
Por Dean Graber em 01/06/2009 - 11:31
Postado por Fernando Pinheiro às 08:01 0 comentários
Marcadores: Bolsas de Estudo
ASSASSINO DE TIM LOPES GANHA LIBERDADE PARCIAL
Fonte: Blog JORNALISMO NAS AMERICAS.
Blog de Notícias
Mais um dos assassinos do jornalista Tim Lopes ganha liberdade parcial
Poucos dias depois do anúncio de que um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes ganhou o direito de liberdade parcial por bom comportamento, outro dos assassinos do repórter recebeu o mesmo benefício, informa o site G1.
Desta vez, o beneficiado é Cláudio Orlando de Nascimento, o Ratinho, justamente o que mais torturou o jornalista e o que mais incentivou o assassinato, segundo as investigações policiais citadas pelo G1.
O fato de que, apenas seis anos depois do brutal assassinato do repórter da TV Globo, os assassinos estejam sendo libertados, ainda que parcialmente, gerou protestos no Brasil e no exterior.
As preocupações são ainda maiores porque em 2007, outro dos condenados pelo assassinato de Tim Lopes aproveitou para fugir, depois de ganhar o benefício da liberdade parcial (ou regime de prisão semi-aberta, no qual o prisioneiro pode sair durante o dia e regressar ao presídio apenas para pernoitar).
Os dois prisioneiros beneficiados no final de 2008 ainda não foram liberados porque não apresentaram provas de que conseguiram emprego, mas os advogados da família de Tim Lopes estão tentando recursos para reverter a decisão judicial, segundo informes da imprensa brasileira.
A notícia da libertação parcial de mais dois assassinos de Tim Lopes foi também divulgada pela TV Globo e o vídeo pode ser visto aqui.
Por Rosental Alves em 01/01/2009
Postado por Fernando Pinheiro às 07:55 0 comentários
Marcadores: Mídia e Violência
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Reunião de apresentação do projeto da 1ª Conseg
Amig@s, recebi por e-mail e estou socializando informação muito importante com vocês aqui.
Bjs!
CONVITE
O Ministério da Justiça convocou, por meio da publicação no DOU, edição Nº 239 em 08 de dezembro de 2008, a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), cujo objetivo é definir diretrizes e princípios orientadores para a Política Nacional de Segurança Pública, com participação da sociedade civil, trabalhadores e poder público.
Em 12 de dezembro de 2008, publicou na edição Nº 242, seu regimento interno, por meio da portaria Nº 2.482, cujo texto dispõe sobre as etapas estaduais e municipais para a 1ª CONSEG a ser realizada pelos entes federativos brasileiros. Ambos os documentos estão disponíveis na página da Conferência.
Assim, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Estado de Segurança Pública convidam representantes da sociedade civil para uma reunião de apresentação do projeto da 1ª Conseg, como também para definição sobre a composição da Comissão Organizadora Estadual (COE).
Contamos com sua presença.
Data: 16 de janeiro
Local: OAB-Rio. Av Marechal Câmara 150, 4º andar, Plenário Evandro Lins e Silva.
Horário: 9h.
Cordialmente,
Verônica dos Anjos
Consultora do Ministério da Justiça
Mobilizadora Regional para 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública – Rio de Janeiro
Tel: (21) 9914-2478
veronica.conseg@gmail.com
www.conseg.gov.br
Postado por Fabiana André às 05:26 0 comentários
Marcadores: Segurança Pública
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
EVENTO ZONAS DE EXCLUSÃO
PROGRAMAÇÃO A CIDADE INVISÍVEL:
O SUBÚRBIO FORA DOS DETERMINISMOS
Mediador: Clóvis Bulcão
PROPOSTAS PARA UM SUBÚRBIO ALÉM DO SUBÚRBIO
Mediador: Victor Paes
10 de janeiro − sábado
Biblioteca Municipal de Irajá
Av. Monsenhor Félix, 512 − Irajá
(em frente à saída da estação do metrô Irajá)
Postado por Fernando Pinheiro às 15:44 0 comentários
Marcadores: Eventos
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
SIP pede justiça para morte de 13 jornalistas na América Latina
Dando sequência á postagem anterior...
SIP pede justiça para morte de 13 jornalistas na América Latina
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) publicou anúncio em 350 jornais lembrando a morte de 13 jornalistas este ano na América Latina. A entidade pede que os assassinos sejam condenados com o máximo rigor.
No anúncio, a SIP lembra também que na região há muita impunidade e que a liberdade de expressão e o direito público à informação são limitados.Para a entidade, 2008 está sendo considerado um ano trágico. O México foi o país que registrou o maior número de crimes contra jornalistas na região.
Os jornalistas assassinados foram Armando Rodríguez, Alejandro Fonseca, Miguel Angel Villagómez, Mauricio Estrada, Bonifacio Cruz, Alfonso Cruz, David García, Felicitas Martínez e Teresa Bautista Merino, todos eles do México; Jorge Mérida, da Guatemala; Carlos Quispe, da Bolívia; Raúl Rodríguez, do Equador, e Pierre Fould, da Venezuela.As informações são da Agência EFE.
Postado por Fabiana André às 16:04 0 comentários
Marcadores: Mídia e Violência
Mortos pela Liberdade de Expressão
Amig@s, boa noite!
Já estava com saudades de passar por aqui. desculpem-me o corre-corre de fim de ano acabou por sugar todo o meu tempo e força. Tenatrei neste ano (já incluí isto na minha listinha pessoal...rs) ser mais assídua aqui.
Bem, mudando o assunto, infelizmente este primeiro post não é nada agradável. Recebi pelo mailing do Comunique-se e faz menção a uma pesquisa feita pela Repórteres Sem Fronteiras:
Segue o texto na íntegra
RSF registra 60 assassinatos de jornalistas
De acordo com levantamento feito pela organização Repórteres Sem Fronteiras, 60 jornalistas foram assassinados este ano [2008]. O número é menor do que no ano passado, quando se registraram 86 assassinatos. A RSF lembra que os dados são baseados nos relatos que chegam à organização, excluindo os casos mantidos em segredo pelas vítimas, muitas vezes por motivos de segurança. Há o registro também de um colaborador de mídia assassinado.
A organização diz que não há razões para ser otimista. Os assassinatos se concentraram em regiões em que há conflitos armados, violência político-mafiosa e o terrorismo, como no Iraque (15 mortos), Paquistão (sete), Filipinas (seis) e México (quatro).
Prisão, agressão e ameaça
O levantamento contabiliza 673 jornalistas presos, contra 887 em 2007. Na questão de agressão e ameaça, foram 929, contra 1551 no ano anterior.
Casos de prisão ou detenção foram elevados na África, onde as delegacias são “ponto de passagem obrigatório” para os jornalistas que incomodam o poder e passam dos limites impostos. Só no Iraque foram 31 detenções. Na China, registraram-se 38. Na Birmânia, o endurecimento da junta militar sobre jornalistas e blogueiros críticos provocou 17 detenções.
Censura e seqüestros
A censura apresentou redução em relação a 2007. Este ano 353 meios de comunicação foram censurados contra 528 no ano passado. A China foi o país que mais registrou casos de censura, com 132. No Brasil, foram 14 casos.
Casos de seqüestros também diminuíram. Vinte e nove profissionais de imprensa forma seqüestrados este ano, contra 67 no ano anterior. No Afeganistão, sete jornalistas ou colaboradores foram seqüestrados), enquanto na Somália foram 5 casos, no México também cinco e no Iraque, quatro.
Internet é o meio que sofre mais repressão
Com o crescimento da internet, o meio tem sido cada vez mais alvo de ataques. Do total citado acima, um blogueiro foi assassinado, 59 detidos, 45 agredidos e 1.740 sites de informação chegaram ao fim ou foram suspensos.
A RSF chama a atenção para o fato de, pela primeira vez, um homem ter sido morto por realizar o trabalho de “jornalismo cidadão”. O empresário chinês Wei Wenhua foi espancado até a morte por após ter filmado distúrbios com manifestantes na cidade de Tianmen (província de Hubei). Foram registradas ações de censura sobre a Internet em 37 países, como a China (93 sites censurados), a Síria (162 sites censurados) e o Irã (38 sites censurados).
As críticas publicadas em blogs também motivaram a prisão de jornalistas e blogueiros. Dez ciberdissidentes foram presos na China, 31 agredidos ou ameaçados e ao menos três foram condenados pela justiça.
Até quando????
Postado por Fabiana André às 14:38 0 comentários
Marcadores: Mídia e Violência
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Dia da luta contra a violência às mulheres
As três irmãs foram assassinadas pela violência do regime de Trujillo que durante trinta anos manteve o povo dominicano no atraso, na ignorância e no caos. Em 1960, o povo dominicano, descontente e farto da ditadura tão longa, todos os dias ia para as ruas contra as forças militares repressivas que davam sustento ao ditador.
As irmãs Mirabal nasceram na seção Ojo de Água, província de Salcedo, República Dominicana. As condições de vida no país e na zona onde viveram devido o domínio estadunidense e o atraso das relações de produção determinaram sua sensibilidade diante dos graves problemas sociais. A participação ativa das irmãs Mirabal na luta contra Trujillo deu-lhes a fama de revolucionárias, motivo mais do que suficiente para que em certa ocasião Trujillo manifestasse ante um grupo de pessoas que seus únicos problemas eram as irmãs Mirabal e a Igreja.
Histórico
No dia 25 de novembro de 1960 Minerva e Maria Teresa foram visitar seus esposos na prisão, em companhia de sua irmã Pátria. Durante o caminho foram interceptadas pelos agentes do Serviço Militar de Inteligência. Conduzidas a um canavial próximo foram objeto das mais cruéis torturas, antes de ser vítimas do que foi considerado o crime mais horripilante da história dominicana. Cobertas de sangue, destroçadas a golpes, estranguladas, foram colocadas novamente no veículo em que viajavam e jogadas em um precipício, com a finalidade de simular um acidente.
O assassinato das irmãs Mirabal produziu um grande sentimento de dor em todo o país. Porém, serviu para fortalecer o espírito patriótico de um povo desejoso de estabelecer um governo democrático que garantisse o respeito à dignidade humana.
Fonte: Adital
Postado por Fabiana André às 11:55 0 comentários
Marcadores: Reflexões
