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sábado, 28 de junho de 2008
A imagem da PM do Rio de Janeiro

Postado por Fabiana André às 06:45 0 comentários
Marcadores: Polícia, Segurança Pública
"O dia que não terminou"
Completando a postagem anterior sobre um ano da operação policial-militar ocorrida no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, segue matéria que escrevi para o site Viva Favela. É só clicar em cima para ler.
Executados ou mortos em confronto com a polícia? Um ano após a operação policial-militar no Complexo do Alemão, Zona Norte, a pergunta ainda paira no ar: houve ou não execução dos 19 mortos? Diversas organizações de direitos humanos se uniram a fim de obterem uma resposta do governo do Rio.
Postado por Fabiana André às 06:27 0 comentários
Um ano depois
Ontem fez um ano que 21 pessoas foram mortas no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Na verdade foram 21 pessoas nesse dia, porque se for contar desde o início da ocupação na região, dia 2 de maio de 2007, esse número sobe para cerca de 50 mortos e mais de 80 feridos.
PELA VIDA, CONTRA O EXTERMÍNIO
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
No dia de hoje completa-se um ano da Chacina no Complexo do Alemão, onde 19 pessoas foram mortas com 78 tiros, sendo que 32 deles disparados pelas costas. A mega-operação que envolveu 1200 agentes também teve como resultado a apreensão de 14 armas, além de nove feridos, incluindo crianças. Os laudos do Instituto Médico Legal demonstram que as pessoas assassinadas foram atingidas em regiões vitais, o que comprova que, em vários casos, não houve a intenção de imobilizá-las, mas sim de executá-las.
Com a realização sistemática de mega-operações policiais, os governos do Rio de Janeiro e o governo Federal estão perpetuando e até mesmo ampliando um projeto de militarização do modelo de segurança pública. Atualmente, não há no Rio de Janeiro uma política de segurança orientada para a proteção da vida. O que existe é uma política de extermínio! Em maio de 2007, logo após uma operação policial na Vila Cruzeiro que deixou 16 mortos e mais de 50 pessoas feridas por balas perdidas, o atual Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou: “não se pode fazer um omelete sem quebrar alguns ovos” e que “o remédio para trazer a paz, muitas vezes, passa por alguma ação que traz sangue”. O então Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, em referência ao modelo de política criminal adotado, declarou que “os mortos e os feridos geram um desconforto, mas não tem outra maneira”. Mais recentemente, em 15 abril de 2008, após uma operação policial com 180 agentes, que deixou 09 pessoas mortas e 07 feridas, o Chefe do 1° Comando de Área da Capital do Rio de Janeiro, coronel da Polícia Militar Marcus Jardim, declarou: “A PM é o melhor inseticida contra a dengue. Conhece aquele produto, [inseticida] SBP? Tem o SBPM. Não fica mosquito nenhum em pé. A PM é o melhor inseticida social”.
O governo atual é responsável por um aumento vertiginoso do número de “autos de resistência” – civis mortos pela policia. Em 2007 foram computados 1330 registros. Nos primeiros três meses de 2008, foram registrados 358, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2007. Se essa média se mantiver, o Estado do Rio de Janeiro registrará 1431 autos de resistência em 2008. Esse modelo de segurança pública, inscrito num processo social de criminalização da pobreza, não torna o Rio mais seguro. O custo humano dessa política de governo não se justifica! Hoje temos a polícia que mais mata e mais morre no mundo, num quadro trágico que já alcançou índices recordes, jamais vistos anteriormente.
A partir de uma análise da violência policial do Estado brasileiro, vemos que o valor da vida e da dignidade humana de uma determinada parcela dos cidadãos (que podem ser recortados por sua etnia, faixa etária, classe social e geografia urbana ou rural) está se tornando cada vez mais "descartável" pelas estratégias gerais das políticas governamentais do país. A banalização da morte não permite que se veja que cada um desses jovens assassinados, cujos corpos são mostrados “sem rosto”, tinha nome, sobrenome, família, escola, emprego... vida! Essa onda punitiva está acabando com o futuro do país! Infeliz é a sociedade que não se revolta vendo sua juventude ser exterminada.
Por isso nos juntamos aqui hoje: para lembrar o caso do Alemão, mas também Acari, Borel, Caju, Coréia, Lins, Baixada, Candelária, Vigário Geral..... e o recente caso da Providência.
Acusamos os governos de genocídio, racismo, tortura e fascismo, e exigimos: parem de matar os nossos jovens! Queremos justiça e uma profunda mudança na atual política de segurança pública.
Declaramos que ninguém calará nossa voz, nossa dor e nossa luta.
Postado por Fabiana André às 06:12 0 comentários
Marcadores: Cartas Abertas
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Pela vida, Contra Política de Extermínio!
Leia abaixo a carta aberta divulgada pelo grupoO dia 27/06 marca o aniversário de um ano da chacina do Complexo do Alemão. Essa chacina foi resultado da primeira mega-operação da PM em conjunto com a Força Nacional Segurança e teve como resultado a morte de pelo menos de vinte e uma pessoas e o ferimento de nove, incluindo crianças. Contando desde o início da ocupação na comunidade – dia 2 de maio de 2007 – os números são ainda mais alarmantes: mais de 43 mortos e 81 feridos.
Alemão, Baixada, Coréia, Candelária, Acari, Borel, Vigário Geral e o tão recente caso da Providência são apenas alguns exemplos de como as chacinas viraram uma rotina no cotidiano do nosso estado. Esse é o resultado direto da lógica de medo e terror implantada pela política de segurança pública atual, que baseada no confronto e no processo de criminalização dos pobres atinge especialmente os jovens negros.
Acusamos os governos de matar nossa juventude. Acusamos o modelo de segurança adotado nos últimos tempos de promover uma política de extermínio. Acusamos a justiça de omissão e negligência.
CHEGA DE CHACINA! CHEGA DE EXTERMÍNIO!
SEGURANÇA É GARANTIR OS DIREITOS HUMANOS!
DIA 27/06
MISSA NA CANDELÁRIA ÀS 10H
ATO PÚBLICO CONTRA O EXTERMÍNIO
Postado por Fabiana André às 12:56 1 comentários
Marcadores: Manifestações
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Lista da crueldade
Um deles, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, 25 anos, afirmou ter idealizado e comandado a entrega dos jovens do Morro da Providência, no Centro, a traficantes do Morro da Mineira, cujas facções instaladas nesses locais são rivais.
LEANDRO MAIA BUENO, de 24: Sargento
JOSÉ RICARDO RODRIGUES DE ARAÚJO: Soldado
BRUNO EDUARDO DE FREITAS: Soldado
RENATO DE OLIVEIRA ALVES, de 22: Soldado
JÚLIO ALMEIDA, de 22: Soldado
RAFAEL CUNHA DA COSTA SÁ, de 21: Soldado
SIDNEY DE OLIVEIRA BARROS, de 21: Soldado
FABIANO ELOI DOS SANTOS, de 22: Soldado
SAMUEL DE SOUZA OLIVEIRA: Soldado
EDUARDO PEREIRA DE OLIVEIRA, de 24: Soldado
Postado por Fabiana André às 06:30 1 comentários
Marcadores: Notícias
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Assassinatos de babalorixás, IURD e articulação nacional de terreiros
Em resposta a postagem anterior

Porque não pensar em ações de conscientização e esclarecimento, a nível nacional, em escolas e na mídia sobre as religiões de matriz africana?
Postado por Fabiana André às 05:04 0 comentários
Marcadores: Reflexões
Pai-de-santo é morto em Pernambuco
Mensagem recebida por e-mail
21/02/2008 17:59 Folha de Pernambuco
Pai-de-santo é encontrado morto no Totó
Com informações de Grande Recife
Postado por Fabiana André às 04:59 0 comentários
Marcadores: Notícias
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Evolução ou longo beijo da morte?
Postado por Fabiana André às 16:21 0 comentários
Marcadores: Reflexões
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Pare o mundo que quero descer!
Postado por Fabiana André às 12:08 0 comentários
Marcadores: Notícias
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Cojira-Rio promove evento sobre TV Pública, Ação Afirmativa e Direitos Humanos
O encontro será realizado no auditório da sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e marca o calendário comemorativo ao Dia Internacional da Declaração dos Direitos Humanos, cuja data oficial é 10 de dezembro. A entrada é franca.
Profissionais e comunicadores envolvidos com a produção midiática vão analisar, sob a perspectiva das ações afirmativas e direitos humanos, as formas de inclusão da temática sobre igualdade racial no sistema público de comunicação a partir do surgimento da Empresa Brasil de Comunicação (TV Pública).
O debate contará com a participação do jornalista e produtor executivo da TVE, Délcio Teobaldo, do comunicador Márcio Alexandre Gualberto, editor do Palavra Sinistra, e dos jornalistas Suzana Blass (presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro) e Angélica Basthi (responsável pela comunicação da ONG Justiça Global e membro da coordenação Cojira-Rio).
A programação será iniciada às 18h, em parceria com o Cinesind (cineclube do sindicato), exibindo vídeos, dentre eles “TV ROC - O cabo da Rocinha”, produzido pela TV comunitária que atua na Rocinha.
O seminário TV Pública, Ação Afirmativa e Direitos Humanos tem como público alvo jornalistas, educadores, estudantes de comunicação e interessados na temática. O evento acontecerá a partir das 18h na rua Evaristo da Veiga nº 16, 17º andar, Centro.
Sobre os convidados: Delcio Teobaldo – é jornalista, documentarista, escritor, professor universitário, produtor executivo da TVE onde é roteirista de “Conversa Afinada”, minissérie de Música Popular Brasileira. Márcio Alexandre Gualberto – é comunicador, editor do blog “Palavra Sinistra”, coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN/RJ), colunista da “AfroPress” e integrante do “Mama Press” – Alemanha. Suzana Blass – é jornalista, mestre em comunicação pela Escola de Comunicação/UFRJ e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro. Angélica Basthi – é jornalista, mestre em comunicação pela Escola de Comunicação/UFRJ, responsável pela comunicação da ONG Justiça Global e membro da coordenação da Cojira-Rio.
SERVIÇO
Seminário – TV Pública, Ação Afirmativa e Direitos Humanos
Data: 11 de dezembro de 2007 (terça-feira)
Local: SJPMRJ - Rua Evaristo da Veiga, nº 16, 17º andar - Centro (RJ)
Horário: 18h às 21h / Entrada Franca
Contatos: Cojira-Rio / e-mail: afrojor_rj@hotmail.com
Sindicato dos Jornalistas: (21) 3906-2450
Postado por Fabiana André às 10:38 0 comentários
Marcadores: Eventos
