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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MESA-REDONDA: A NÃO VIOLÊNCIA COMO METODOLOGIA DE AÇÃO

Recebido por email

Mesa-redonda: A não-violência como metodologia de ação e forma de resolução de conflitos
2 de outubro, às 16h, no Anfiteatro da História - FFLCH - USP

Abertura: Leitura poética de Gandhi

- Hamilton Faria

Hamilton Faria é poeta, agente de cultura de paz e professor universitário; tem realizado leituras poéticas e palestras no Brasil e em vários países, escreveu 6 livros de poemas e participou de 15 antologias no Brasil e no exterior. Recebeu prêmios no Brasil e na França. Coordena o Núcleo de Cultura de Paz do Instituto Polis e anima a Rede Mundial de Artistas.

Participantes da mesa:

- Prof. Dr. Guilherme de Almeida, da Faculdade de Direito da USP (sobre não-violência e direitos humanos)

- Flávia Estevan, aluna do curso de obstetrícia da EACH, membro da ONG Mundo Sem Guerras e porta-voz da Marcha Mundial pela Paz e pela Não

-Violência em São Paulo- Um pesquisador (nome a confirmar) do NEV-USP (Núcleo de Estudos de Violência da USP)

Para participar, é necessário fazer a inscrição por meio do formulário abaixo ou do link: http://bit.ly/1X8ZQo

A mesa-redonda será precedida pela exibição do documentário "O que é a não-violência ativa?" (33 min, legendado), às 15h, e faz parte de uma jornada de atividades que serão realizadas na USP (www.doisdeoutubrousp.blogspot.com) e em todo o mundo para marcar o início da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.

A Marcha, uma iniciativa do Movimento Humanista e da ONG Mundo Sem Guerras, terá início em 2 de outubro de 2009 na Nova Zelândia e percorrerá 90 países em 90 dias, terminando na Argentina em 2 de janeiro de 2010. O objetivo é sensibilizar a população mundial para a necessidade de construirmos uma cultura de paz, possibilitando a resolução de conflitos por meios não violentos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MANIFESTAÇÃO: UMA OUTRA MARÉ É POSSÍVEL?

Email recebido pelo amigo e companheiro de lutas Francisco Marcelo. Vamos participar pessoal.

Segue abaixo a reportagem sobre a senhora que foi mantida como refém. Marcelo foi preciso em comentar a inversão de entendimento, pois a senhora vitíma acreditava que seria presa também.




Uma Outra Maré é Possível?

Ontem no fim da tarde depois de uma intensa troca de tiros entre traficantes na Vila dos Pinheiros e Vila do João, na Maré, fui junto com meu amigo e também militante das causas sociais Timo, panfletar na entrada da Vila do João, também na Maré, divulgando sobre o Ato Público que várias pessoas, organizações e instituições de dentro e fora da Maré estão organizando para o próximo domingo, dia 20 de setembro a partir dás 08:00h, contra esse estado de violência que nós moradores e moradoras estamos enfrentando e, enfatizar que a vida deve ser valorizada, pois entendemos ser ela [a vida] nossa maior riqueza. O ato terá início na Vila do João e passará por outras comunidades do bairro. Num certo momento da panfletagem um amigo passou e parou para me cumprimentar. O convidei para ajudar na divulgação do ato, mas ele rejeitou de pronto. Quando saia, voltou-se pra mim e falou no meu ouvido: “vocês são malucos, isso não vai mudar nada”. Fiquei a refletir sobre esse sentimento imobilista, fatalista que teima em ser mais forte do que o sentimento de luta pela mudança de rumo, por dias melhores, pela valorização das nossas vidas.

Não somos ingênuos e/ou românticos a ponto de achar que não existe um perigo eminente. Perigo esse que pode ser letal. Mas também me pergunto se estamos livres desse perigo quando nos “acomodamos” e deixamos nas mãos de Deus e das autoridades, quase sempre truculentas e incompetentes, a responsabilidade por garantir nossa segurança e tranqüilidade. Ou ainda mais grave: esperar de outros grupos armados uma consciência social que só existe na cabeça de quem não sabe mais qual papel tem cada um nessa disputa violenta por controle do território ou na ficção das telas de cinema. Haja vista o caso da senhora que ontem ficou, junto com seus netos, mais de três horas como refém de traficantes na Vila dos Pinheiros. Ela chegou a perguntar ao policial se estava presa. Isso demonstra que existe uma evidente inversão de papeis nas Comunidades. Ela, com a pergunta nos faz entender que quando estava presa, refém dos traficantes estaria segura, mas quando é colocada aos cuidados dos policiais se sente presa, acuada.
Outra Maré é possível! Apesar de meu romantismo aflorado, acredito nas instituições públicas. Acredito na mudança de mentalidade, na mudança de proposta. Principalmente, na mudança na política de segurança. Uma política de segurança que não criminalize os moradores das comunidades populares; que nos respeite enquanto coletivos corporificados de direitos; onde a valorização da vida seja seu maior objetivo; que não faça distinção territorial no momento de suas operações; e que nos respeito enquanto cidadão na plenitude de nossos direitos e deveres. É por isso que devemos todas e todos estar junto com os/as demais companheiras e companheiros no Ato Público da Maré.
Não só outra Maré é possível como também outra cidade, outro país. Podemos realizar projetos locais que desencadeem ações globais. Mas para isso é necessário pensar junto, construir junto e caminhar junto. Nossa ação no próximo domingo não pode ser intimidada pela ação violenta de grupos armados, mesmo sabendo que esses grupos têm a seu favor o argumento da força criminosa. Acredito, de verdade, que nosso argumento pela continuidade da vida e a esperança em dias melhores tem mais força e mais adeptos. É isso que vamos oferecer no domingo: a possibilidade de juntos construir uma comunidade melhor, um bairro melhor. Longe dos sons de tiros de guerra, dos corpos espalhados nas calçadas, de jovens reféns das drogas, da vida de nossa juventude interrompida na sua plenitude. Daremos o primeiro passo na direção da mobilização popular, da luta organizada por políticas públicas de qualidade, da democratização do nosso ir e vir, do direito de criar nossos filhos da melhor forma possível e no melhor ambiente possível. Queremos retomar o espaço das comunidades como espaço da alegria, da solidariedade, do si dar em toda a sua diversidade e riqueza cultural e social. Ato Público na Maré: outra Maré é possível: pela valorização da vida e o fim da violência! Eu acredito! E você?

Francisco Marcelo – morador da Vila do João Francisco Marcelo
Observatório de Favelas do RJ(21) 31050204 / 81565790
MSN: marceloobservatorio@hotmail.com
www.observatoriodefavelas.org.br

ESTUDOS VÊ ABUSOS EM ABORDAGENS POLICIAIS

Fonte: PNUD.

Reportagens
Brasília, 11/09/2009
Monografia premiada pela I Conferência Nacional de Segurança Pública indica que falta de treinamento coloca policiais e cidadãos em risco-->
DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

Atitudes pouco cuidadosas dos policiais durante uma abordagem podem colocar em risco a segurança deles mesmos e de cidadãos, conclui pesquisa realizada com policiais militares de São Paulo. O estudo feito pela cientista social Tânia Pinc foi um dos sete vencedores do Prêmio de Monografias da I CONSEG (I Conferência Nacional de Segurança Pública).
Tânia observou a atuação de um grupo de policiais militares durante operações em que paravam carros nas ruas para vistoria. Em quase todos os 90 casos analisados, os policiais apontaram suas armas para os ocupantes do carro, o que pode ser visto como um abuso de força. “Por não ser essa uma ação dirigida ao infrator da lei, a arma não deveria ter sido apontada para as pessoas abordadas, em nenhuma ocasião”, diz o estudo.
A pesquisadora da Universidade de São Paulo filmou e analisou abordagens feitas em regiões periféricas da capital paulista em 2006. Ela identificou que diversos procedimentos padrão da polícia não foram respeitados, entre eles o que pede que, nesses casos, a arma seja mantida junto ao peito, apontada para baixo. “A não-observância de determinados procedimentos pode tanto propiciar um contexto favorável à prática de abuso, quanto contribuir para o aumento do crime”, argumenta.
Para ela, a falta de treinamento é uma das maiores razões para os erros. “É importante considerar a formulação de políticas públicas que tenham como objeto de investimento o treinamento policial, ou seja, o processo de atualização e aperfeiçoamento dos conhecimentos referentes às práticas policiais”, diz o texto.
O trabalho “Uso da Força: Um Novo Método de Mensuração do Desempenho Policial” venceu o prêmio da I CONSEG na categoria “Financiamento e Gestão da Política Pública de Segurança”. Desde abril, o concurso recebeu 202 monografias. Tânia e os vencedores de outras seis categorias ganharão uma viagem à Colômbia para estudar as práticas de segurança no país.
Em apenas 9% dos casos, os policiais indicavam para a pessoa abordada que ela estava liberada e poderia seguir viagem. Outras falhas identificadas na conduta dos policiais incluíram gesticular com a arma na mão (90% dos casos) ou ainda expor o parceiro na linha de tiro (73%).
Outra monografia vencedora estudou o resultado de processos por desvio de conduta abertos contra policiais de Sergipe. De 13 processos abertos na Corregedoria de Polícia Militar de Sergipe, apenas 3 terminaram em punições, diz o levantamento de Márcio José Freire Ribeiro.
Também foram premiados trabalhos sobre atendimento psicológico a policiais, métodos de trabalho da perícia, medidas de prevenção a crime, presos com doenças mentais e o funcionamento do corpo de bombeiros. A
lista dos vencedores está no site da I CONSEG.

Leia mais:

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lançamentos de livros sobre DH, violência e pobreza na Bienal do Rio

De 10 a 20 de setembro, no Rio Centro, Rio de Janeiro, acontece a XIV Bienal do Livro. Eu fui no ano passado e consegui uns livros bem legais e baratos sobre Mídia e Violência Urbana.

Abaixo segue e-mail do PROEALC/UERJ sobre dois lançamentos bem interessantes.


*Coletâneas dos Seminários de Direitos Humanos na XIV Bienal do RJ *

Os livros: *“Direitos Humanos Violência e Pobreza na América Latina”* e *“Direitos Humanos e Questão Social na América Latina”* *(lançamento),* organizados pela Profa Dra. Silene de Moraes Freire (UERJ),poderão ser encontrados na XIV Bienal, nos *stands do Sindicato dosProfessores do Município do Rio de Janeiro* – Rede Particular (SINPRO RJ) e*da Editora Gramma*, respectivamente. Ambos estarão a preços muitoacessíveis. Confira!

A importância destas publicações está na contribuição das mesmas para oaprofundamento do debate sobre a questão dos Direitos Humanos, por um viés emancipatório e crítico, visando à defesa e a efetiva implementação dos Direitos Humanos na América Latina. A relevância dos livros não se resume à reconhecida qualificação de seus autores. Acima de tudo, ela se sustenta nas contribuições que oferecem a todos aqueles que se dispõem a pensar a defesados direitos humanos opondo-se aos rumos de sua negação impostos pelo neoliberalismo.

Os artigos publicados são resultados das principais conferências e palestrasrealizadas no I e II Seminário Internacional Direitos Humanos, Violência e Pobreza: a situação de crianças e adolescentes na América Latina hoje,realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), nos anos de2006 e 2008.

Participaram destas publicações autores de reconhecida produção acadêmica naárea, tais como: *Cecília Maria Bouças Coimbra, José Paulo Netto, SileneFreire, Carlos Juárez Centeno, Edson Passetti, Estela Scheinvar, GaudêncioFrigotto, Jorge Saboya, José Manuel Grima, Maria Cristina Leal, AndreiaCarvalho, Jane Santos, Márcia Nogueira, Maria Quartin de Moraes, MarildoMenegat, Miguel Serna, Ricardo Costa, Vera Malaguti, Irene Rizzini,Guadelupe Bertussi, **dentre outros.
**Vale conferir !!!!!
**Equipe PROEALC/UERJ*